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Conhecendo Euvaldo Lodi
O mineiro Euvaldo Lodi aliava uma rara combinação de talentos: era um industrial competente e um político hábil. Nascido em Ouro Preto em 9 de março de 1896, estudou primeiramente em Belo Horizonte e depois voltou à cidade natal, onde se formou na tradicional Escola de Minas e Metalurgia, em 1920.
Trabalhou na construção de estradas, na exploração de minas de ferro e de carvão e na instalação de fornos metalúrgicos em Minas Gerais. Fundou uma usina siderúrgica em Caeté (MG) e dirigiu várias empresas dos ramos siderúrgicos, metalúrgico e têxtil.
Na década de 1920 tornou-se presidente do Centro Industrial de Juiz de Fora. Transferindo-se para o Rio de Janeiro integrou, entre 1931 e 1936, o conselho diretor da Federação Industrial do Rio de Janeiro - FIRJ. Nesse período, Lodi se dedicou, junto a Horácio Lafer e Vicente Galiez, à organização de sindicatos patronais em todo o país, em nome do Centro Industrial do Brasil - CIB.
Participou dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, para a qual foi eleito como um dos 17 representantes dos empregadores, a partir de novembro de 1933. Sua atuação legislativa estendeu-se até 1937, quando o Estado Novo fechou o parlamento.
Nessa nova fase político-econômica da vida nacional redobrou sua energia e seus esforços em prol do desenvolvimento industrial do país. Foi um dos organizadores da Confederação Nacional da Indústria - CNI (anterior Confederação Industrial do Brasil) e seu primeiro presidente. Também fundou o SENAI e o SESI, em 1942 e 1946, respectivamente.
O papel de Lodi na área externa foi igualmente marcante. Chefiou, juntamente com João Dault d'Oliveira, a delegação Brasileira à Conferência de Bretton Woods (Conferência Econômica Internacional realizada em 1944, nos Estados Unidos). O encontro, que visava à reorganização econômica e financeira mundial após a Segunda Guerra, foi o embrião do Fundo Monetário Internacional - FMI e do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento - BIRD. Dois anos depois, participou da delegação brasileira à Conferência de Paz de Paris, que discutiu os termos do fim da Guerra.
Lodi elegeu-se deputado federal por Minas Gerais em 1947 e se reelegeu três anos depois. Presidiu a Comissão Econômica para a América Latina - CEPAL e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, além de integrar o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas. Ocupou a presidência da CNI até 1954, ano em que voltou ao Congresso como deputado por Minas Gerais.
Morreu em 1956, em acidente automobilístico ocorrido entre as cidades de Jundiaí e São Paulo.
"Não há mais lugar no mundo para as nações que ficam estagnadas. A evolução econômica é um imperativo para sobreviver. E somente a inteligência aplicada ao trabalho oferece a segurança de que necessitam os povos." (Euvaldo Lodi)
Fonte: INSTITUTO EUVALDO LODI. NACIONAL - Instituto Euvaldo Lodi: 30 anos de parceria universidade-indústria, 1969-1999 / [coordenação: Gina G. Paladino; elaboração: Lucília Atas Medeiros]. - Brasília, D.F.: IEL, 1999.
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